terça-feira, 30 de junho de 2009

Shopping Bourbon II - Os Detalhes

Em primeiro lugar, o nome do precioso arquiteto da maravilha construída sobre o antigo Shopping Matarazzo é Sérgio Monserrat.

Em segundo lugar, Bourbon é um Whisky norte-americano, uma rua festiva e musical na região pantanosa da Louisiana, uma rede de hotéis e agora também, um shopping. A definição de "bourbon" me parece obscura; uma vez que nenhum dicionário on-line consegue me traduzir essa palavra.

Em terceiro lugar, o Shopping Bourbon tem absolutamente tudo para dar errado. Nem alvara para funcionamento o coitado teve de verdade. Agora, a julgar por seu projeto, então as críticas aumentam: desperdíio de materias de qualidade para detalhes, não só de mau gosto, mas desnecessários. Estrutura de shopping vanguardista, sem um centro a ser rodeado por corredores e lojas. Praça de alimentação com espaços variados; cada um com uma decoração diferente, incluindo um espaço a ser comparado a qualquer café de aeroporto com uma deslumbrante janela para a fantástica vista da ponte da marginal Tietê, ou da av. Pompéia - não me lembro bem.

O estacionamento é a coisa mais bizarra. Além de ele passar pela entrada "principal" do shopping, atrapalhando os consumidores pedestres, dá uma impressão de interminável. Uma emoção só vista em estacionamentos como o do Shopping D (que inclusive tem a rampa torta, quem nunca reparou?).

Não há banheiros em todos os andares, mas acho que isso é compensado pelo excesso de móveis sem o menor sentido distribuidos pelos corredores.

Uma vantagem? O cinema.

Um comentário:

  1. O nome Zaffari veio do sobrenome do fundador da rede de super/hipermercados gaúcha. Aqui em SP ela não é nada conhecida (quando vi o nome pela primeira vez, me perguntei que "mercadinho" era aquele), mas no RS ela é bem prestigiada.
    E Bourbon é o nome que eles dão aos hipermercados e shoppings da rede deles. Aqui chama de Záffari pra fortalecer o nome da empresa (e com acento, porque o pessoal de SP falava Zaffári ao invés de Záffari)
    Só não me pergunte de onde o nome veio...

    Quanto a arquitetura, prefiro muito mais o estilo do Bourbon do que a maioria dos shoppings néoclássicos que existem por ai. Sou fã do minimalismo, mas ultimamente estão usando ele como desculpa para a falta de criatividade e para usar materiais mais baratos. (Uma espécia de Inutilia truncat dos tempos modernos)
    Quanto ao Habite-se, foi uma pisada na bola dos gaúchos, mas eles já tinham contratos com as lojas e teriam que abrir naquele período, não havia muito o que fazer. Teriam que pagar multa da prefeitura ou das lojas.
    Nos seus argumentos de que o shopping tem tudo para dar errado, muita coisa é gosto pessoal. É verdade que ele tem muitos detalhes, mas isso é uma questão de gosto. Confesso que da primeira vez que vi, em foto, alguns detalhes da praça de alimentação, como uma parte florida sobre o nome dos estabelecimentos, os achei cafonas. Mas quando você os olha na vida real, eles não são exagerados, ficam bem naturais.
    E algo que eu adoro nele é exatamente essa falta de "um centro a ser rodeado por corredores e lojas". Ele é circular, é muito mais fácil achar uma loja ali. Eu já demorei umas boas horas no MorumbiShopping, que segue essa estrutura, pra achar uma loja. É a pior coisa do mundo, ao menos pra mim.
    A rampa do estacionamento é mesmo complicada. Especialmente quando você está descendo... Mas é complicado fazer de outro jeito. Como aquela área enche bastante quando tem chuva, no subterrâneo do shopping existe um piscinão, não tem como fazer estacionamento ali.
    E existem banheiros em todos os andares sim, você que não deve ter procurado direito. No site do shopping tem o mapa dos andares que mostra eles ali.

    E as "poltronas sem sentido" no meio do shopping são uma delicia para se descansar. É até perigoso ficar por ali algumas horas e não querer levantar mais...

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